janeiro 14, 2010

Eu que falei: “nem pensar…”
Agora me arrependo
Roendo as unhas
Frágeis testemunhas
De um crime sem perdão
Mas eu falei sem pensar
Coração na mão, como refrão de um bolero
Eu fui sincero
Como não se pode ser
Um erro assim tão vulgar
Nos persegue a noite inteira
E, quando acaba a bebedeira,
Ele consegue nos achar
Num bar
Com um vinho barato
Um cigarro no cinzeiro,
E uma cara embriagada no espelho do banheiro
Teus lábios são labirintos…
Que atraem os meus instintos mais sacanas
O teu olhar sempre distante sempre me engana
Teus lábios são labirintos
Eu sigo a tua pista todo o dia da semana
Eu entro sempre na tua dança de cigana
Teus lábios são labirintos…
Que atraem os meus instintos mais sacanas
E o teu olhar sempre distante sempre me engana
É o fim do mundo todo dia da semana
O que eu falei foi sem pensar…
Foi sem pensar.”

[Engenheiros do Hawaii ]

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