Brutalidade no parlapatões …

dezembro 5, 2009

Essa semana eu tive uma vontade muito grande de ler, devorar e assistir tudo o que vinha do Mario Bortolotto. Vi ele em cena uma única vez, na peça “A noite mais fria do ano”, e nunca tinha lido nem visto nada dele, a nao ser no seu blog, que eu acompanho diariamente. Terça-feira eu decidi que essa semana seria a semana “Mario” e logo perguntei: “Tem alguma coisa do Mario em cartaz?” “Tem Brutal, no Parlapas, sexta, 00:00”. É pra lá que eu vou. E foi pra la que eu fui. Cheguei bem na hora da peça começar, comprei meu bilhete, esperei um pouco pra entrar, me acomodei ali numa cadeirinha do meio da platéia, um pouquinho mais pra esquerda, terceira fileira. Estava sozinha, e isso me incomodava. Nao gosto de ficar sozinha em lugares escuros, mas era o Mario e isso merecia meu esforço. Na minha frente um rosto familiar se encolhia na cadeira, do jeito que eu achei que fosse. A peça começa e pouca coisa, ou nada faz sentido no começo. Os atores sao bons pra caralho, a expressão facial deles e a energia que eles passam são muito verdadeiras. O texto é incrivel, do jeito que eu gosto: solto. A peça tem um humor negro, desses que você acha graça e logo depois pede desculpas por isso: não há nada engraçado! O depoimento da “Sol”, a hippie, me comoveu, foi ai que eu me achei na peça. Só teve um momento da peça que eu me arrependi de ter ido sozinha, me segurei com as duas maos na cadeira e meus pés não sairiam do chão tão cedo. FIQUEI PARALISADA! A peça acabou logo depois e eu meio tonta com tudo aquilo fui encontrar quem me esperava do lado de fora! Saimos do Paralapas bem rapido, afinal eu ja estava com muita fome desde antes da peça. Comemos num bar ali do lado mesmo, fomos pra casa e dormimos.

Vocês podem imaginar a minha surpresa ao ler a manchete anunciada por Talita Castro no facebook: “Bandido atira no dramaturgo Mário Bortolotto em bar da praça Roosevelt“? Eu to chocada, e não sei o que pensar. Depois daquela peça, tudo o que eu menos esperava era que algo acontecesse justamente com ele. GERADOR DE IMPROBABILIDADE INFINITA LIGADO. Estou aqui sem saber o que pensar, precisava escrever e desabafar minha ira! Bem pesado … Estou rezando pelo Mario, e torcendo pra que ele fique bem. E pra que essa brutalidade solta por ai seja freada, “pois quando conseguirmos nos matar dessa forma brutal que queremos, vamos ver o nosso sangue se misturando na calçada, e ai todo mundo vai perceber que não havia diferença, que nunca houve diferença nenhuma. E ai a paz vai reinar.” [Trecho do texto “Brutal”, da forma que eu lembro]

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