Era uma vez …

abril 2, 2009

“Acho que você é livre para procurar qualquer metáfora que o faça ir além das fronteiras do mundo até o lugar onde você precisa chegar para ser transportado ou reconfortado.” 

[Elizabeth Gilbert – Comer Rezar e Amar]

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[Ilustração: Aner Pimentel com modificações minhas]

Hoje são as fadas que me acordam de madrugada e me levam pro reino delas. Mas podem ser os sonhos, os amores, Deus, e tantas outras coisas que eu costumo arrumar pra sair dessa minha realidade e inventar meu mundo. É assim que funciona desde os meus 13 anos, quando larguei a popularidade pra ser o patinho feio da minha escola. A partir dai comecei a inventar mundos e formas que só eu entendo, só eu curto, só eu posso. Nunca imaginei que isso pudesse, um dia, vir a ser admirado por alguem. Ao contrário, sempre recebi muitas criticas por viver no mundo da lua, das fadas, duendes e Deuses que me entendem e falam comigo. Dizem que eu tenho que ter o pé mais no chão ou vou acabar não produzindo nada de útil na minha vida. [?]. Admiro quem consegue traçar objetivos e alcança-los, cumprindo metas e prazos. Mas eu não sou assim. Nao preciso ser assim.  Não nasci pra ser assim. Quero voar mais alto que as nuvens. Quero ser decobridora dos sete mares. Fazer o que eu gosto, e ai descobrir que eu gosto mais de outra coisa. Pintar meu céu de laranja no final da tarde e olhar pra ele achando que fui eu que fiz. Gosto dos meus movimentos, das minhas pausas, das minhas músicas. Nao quero mudar nada em mim. Minha forma estranha de amar, de me apegar a quem não está aqui: é a MINHA forma, me deixem ser assim. Minhas fadas e meus Deuses me aprovam, aconteça o que for, eles estão comigo! Minha capacidade de sonhar e imaginar é infinita. E eu vou usá-la até esgotar. Mesmo que eu sonhe com a Itália e nunca ponha os meus pés lá, eu vou continuar sonhando com a Itália. Mesmo que eu nunca chegue a ajudar uma pessoa carente, vou continuar sonhando em ajudá-las. Mesmo que eu nunca consiga ganhar dinheiro suficiente pra comprar o que eu quero, vou continuar imaginando. Diferente do que podem as pessoas pensar disso, eu nao deixo de viver a minha vida, conhecer pessoas, trabalhar, ter coisas reais. A única coisa que eu não abandono é a minha inocência de achar, de verdade, que pensando positivo e querendo só o bem, as coisas sempre vão dar certo!

[Post dedicado a Tarsio Vinicius Lopes ]

3 Respostas to “Era uma vez …”

  1. eu nao saquei ainda.

    naum entendi porqu foi dedicado pra mim…

    foi tipo uma critica ou coisa assim?

    eu nao to conseguindo sacar a form certa pra ler, manja?

  2. ahhh.. saquei!

    é sempre bom ler as coisas começando pelo final…

    ..ahuauahu.. inte garotinha

  3. pedro said

    como tem asas, voos e coisas noir nas imagens do seu blog.

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