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Pá, pum …

Janeiro 3, 2010
“Hoje, praticamente, eu morro quando quero:
às vezes só porque não foi um bom desfecho
ou porque eu não concordo
Ou uma bela puxada no tapete
ou porque eu mesma me enrolo
Não dá outra: tiro o chinelo…
E dou uma morrida!

Não atendo telefone, campainha…
Fico aí camisolenta em estado de éter
nem zangada, nem histérica, nem puta da vida!
Tô nocauteada, tô morrida!

Morte cotidiana é boa porque além de ser uma pausa
não tem aquela ansiedade para entrar em cena
É uma espécie de venda
uma espécie de encomenda que a gente faz
pra ter depois ter um produto com maior resistência
onde a gente se recolhe (e quem não assume nega)
e fica feito a justiça: cega
Depois acorda bela
corta os cabelos
muda a maquiagem
reinventa modelos
reencontra os amigos(…)”

[Elisa (linda) Lucinda - No elevador do filho de Deus]

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E juntos não existe mal nenhum …

Dezembro 30, 2009

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Saudade …

Dezembro 26, 2009

“To tentando, vivendo e pedindo com loucura pra você renascer.”

“Pai, me desculpa essa insegurança, é que não sou mais aquela criança que um dia morrendo de medo, nos seus braços você fez segredo, nos seus braços você foi mais eu.”

[Fábio Jr. - Pai]

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O mundo está ao contrário …

Dezembro 23, 2009

… e só eu reparei!

Tenho tido bons pensamentos. Recebi um convite pra ajudar escrever um texto e tenho tido boas idéias. Basta organizá-los e colocar num papel. Pensando mais nesse texto que ainda não começou a ser construído, fica nitida a idéia de que as pessoas vivem assumindo (consciente, ou nao) papeis que não são seus. As pessoas, por medo de tomar consciência de seus erros, insistem em atuar nessa ou naquela cena que simplismente não se encaixa com seu papel nessa trama. Enfim, fiquei pensando no quão bom seria se um balde de consciência caisse na cabeça de TODO O MUNDO e todos pudessem saber exatamente aonde e com quem está o seu lugar no mundo!

Talvez seja por uma insistência em não assumir o meu verdadeiro personagem que eu esteja sofrendo tanto!

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Dezembro 22, 2009

Meu bem, que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
Do teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje, sinto que
o tempo da cura tornou a tristeza normal
Então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós

Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo, faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor

[Maria Gadú - Altar Particular]

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(1) …

Dezembro 21, 2009

“Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas as tentativas de aproximação. Tenho vontade de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.”[C.F.A]

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Sonho …

Dezembro 18, 2009

Eu estava nesses dias bem ruins. Onde as coisas parecem todas cinzas e sem vida. Nada tem graça, nada tem cor, nenhuma companhia me serve, nenhuma pessoa me cabe. Enfim, a vida tem seguido mais ou menos assim: dia após dia, sem parar nenhum dia pra respirar e nem pra pensar no que é bom ou ruim. Só deixando as coisas acontecerem. Fui dormir sem pensar em nada. Tentei não pensar em você, em nós e no que será. Tentei deixar a faca que está enfiada no meu coração quieta, sem girar ela durante a noite toda em sonhos intermináveis. Adormeci num sono tranquilo. A noite estava tranquila. Um sonho me pegou de supresa. Se tem uma coisa que eu gosto é que passe a mão nas minhas costas. Como se estivesse tentando descobrir novas marcas, pintas e como se estivesse medindo cada pedacinho. Sonhei que eu estava deitada na minha cama, com tudo escuro, a noite cantando lá fora qualquer música melancólica, tipo Beirut, e você estava sentado na beira da minha cama desenhando notas musicais nas minhas costas. Passando os dedos, um a um, lentamente por toda a superficie das minhas costas. Aquilo era tudo o que eu podia querer naquela noite tranquila. Fui despertando e o toque me era cada vez mais real. Até que acordei e te senti ali, virei meu rosto e te vi me olhando, fascinado, com um olhar triste, desesperado. Ele olhou pra mim como quem tá pedindo ajuda, daquele jeito que não entrega os pontos, tem que ler nas entrelinhas. Mas com você é fácil, eu já conheço todas as suas entrelinhas, inclusive essas que ficam no meio dos seus olhos, em volta da sua boca e nas pontas dos seus dedos. Essas eu nem preciso mais ler. Bom, você estava lá e a única coisa que eu queria pedir pro mundo naquele momento era pra ele parar com os seus olhos buscando nos meus o que estamos perdendo … sem volta.

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Dezembro 17, 2009

“Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou “quase” certa que desistindo naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu “quase” tenho certeza que insistir naquilo vai me fazer sofrer, que insistir em algo ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser do jeito que eu queria que fosse, eu jogo tudo pro alto, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!” [ C.F.A]

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Capítulo III – Dar nome às perdas …

Dezembro 16, 2009

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“Nenhuma dor pode ser considerada menor. Segundo as eternas leis da proporcionalidade, a dor de uma criança pela perda de uma boneca e a dor de um rei pela perda de um reino são eventos do mesmo tamanho.” Mark Twain

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Você pensa nas perdas de sua vida? Eu penso. Vou citar algumas das pessoas, idéias, convicções e coisas que perdi ao longo da vida. Perdi meu avô e minha avó muito amados, minha tia favorita, meus tios, meu amigo de 16 anos, Jay, que morreu em uma moto. Perdi minha amiga Alyson, morta em 1971 em Kent State, quando tinha 19 anos. Perdi diversos e preciosos gurus iluminados e instrutores dos quais eu me sentia próximo.  A lista me parece interminável. Recentemente eu estava trabalhando em um livro e perdi minha linda sheep dog branca Chandi, que adoeceu e morreu. Perdi energia, tempo, memória, paciência e a rapidez mental da juventude. Perdi inocência, oportunidades e ingenuidade, junto com a virgindade, muito tempo atrás. Perdi amigos, familiares, vizinhos – vizinhos queridos. Perdi a boa forma do atleta adolescente que fui. Perdi apartamentos, casas, empregos e namoradas. Perdi trens, aviões, ônibus e, sim, pessoas. Perdi velhos álbuns de fotos, livros favoritos, relógios, anéis, roupas, chaves, números de telefone e uma bicicleta de três marchas roubada. Perdi a meta do meu propósito diversas vezes. Felizmente, perdi também a certeza adolescente de que sabia mais do que todo o mundo. Também perdi a convicção de que a visão da contracultura da década de 1960 mudaria o mundo. Perdi o medo de assumir compromissos. Em alguma altura também perdi o medo de envelhecer. E perdi a crença absolutista de que existem soluções idealizadas para todos os problemas, e que escolhas perfeitas podem ser feitas.
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Sem dúvida, a maior perda foi a morte de meu pai. Já me perguntei muitas vezes porque isso me atingiu tanto. E a resposta é imediata: era o único pai que eu tinha, era o meu pai. Isso vai além de palavras e conceitos. Sinto falta dele de muitas formas, apesar de às vezes sentir que ele está comigo, e que ainda mora em Long Island, aposentado, enquanto passeio pelo mundo. Ele morreu há apenas seis anos, e talvez eu não tenha feito o processo do luto por tempo suficiente para realmente aceitar o fato de que partiu. Ele me deu tanta coisa que talvez seja por isso que acho que ainda está aqui. Deu-me o melhor de si, que permanece comigo.
Tive um bom pai. Nunca me senti órfão nem alguém que não conheceu o amor dos pais. O que quer que aconteça entre pais e filhos, ele passou pra mim. Estava sempre lá quando eu precisava, tanto que eu achava que seria pra sempre. Acho que a presença do meu pai agora é mais visível devido a sua ausência nos eventos familiares, como o dia de Ação de Graças, a Páscoa ou outros feriados e eventos como o dia em que minha filha nasceu. É então que o nosso pai tem que estar lá, dizem as leis do meu mundo pessoal. E ele não estava.
Muita coisa mudou em minha família quando meu pai morreu, especialmente para minha mãe, que fora “a mulher do Harold” durante 48 anos. (…) Foi realmente difícil para ela enfrentar a enorme e traumática mudança e perda. Isso reverbera em tudo o que minha mãe faz, de forma quase paralisante e assustadora. Como muitas viúvas e viúvos, ela luta contra a solidão. É difícil acostumar-se com a nova identidade, a forma pela qual é percebida pelos outros. Ela já me disse isso em várias ocasiões, com grande tristeza: “Jeffrey, não há mais ninguém vivo que me lembre quem eu era.”
O que aprendi com a morte de meu pai e as mudanças que essa morte representou? Aprendi o quanto ele era importante em minha vida, e como eu não reconhecia isso enquanto ele estava vivo, porque ele sempre estava “lá”. Era como seu um peixe ouvisse a palavra água, sem saber o que isso significa. (…) Amor significa estar perto. Ele me ensinou isso.
Para mim, o pior momento foi quando puseram seu corpo no túmulo. Foi uma dor visceral, senti a perda em nível celular. Ele fora levado embora. Aprendi naquele momento que tinha sentimentos poderosos que nunca realmente apreciara. A experiência mostra que se você não enfrenta a mudança, perde a oportunidade de extrair, digerir e internalizar as lições que ela proporciona. (…)
QUAIS SÃO AS SUAS MAIORES PERDAS?”
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[Livro: DE AGORA EM DIANTE UMA PESSOA DIFERENTE : Lições de mudança, perda e transformação espiritual. ]

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My future love …

Dezembro 15, 2009

“Olha, na primeira vez que eu estive aqui  foi pra me distrair. Eu vim em busca de amor. Olha, foi então que eu te conheci, naquela noite fria nos seus braços os problemas esqueci. Olha, na segunda vez que eu estive aqui já não foi pra me distrair. Eu senti saudade de você. Olha, eu precisei dos seus carinhos. Eu me sentia tão sozinho e já não podia mais te esquecer. Eu vou tirar você desse lugar, eu vou levar você pra ficar comigo. E não me interessa o que os outros vão pensar. Eu sei que você tem medo de não dar certo, acha que o passado vai estar sempre perto e que um dia eu vou me arrepender. Eu quero que você não pense em nada triste porque quando o amor existe o que não existe é tempo pra sofrer” [Odair José - Eu vou tirar você desse lugar]