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“Nenhuma dor pode ser considerada menor. Segundo as eternas leis da proporcionalidade, a dor de uma criança pela perda de uma boneca e a dor de um rei pela perda de um reino são eventos do mesmo tamanho.” Mark Twain
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Você pensa nas perdas de sua vida? Eu penso. Vou citar algumas das pessoas, idéias, convicções e coisas que perdi ao longo da vida. Perdi meu avô e minha avó muito amados, minha tia favorita, meus tios, meu amigo de 16 anos, Jay, que morreu em uma moto. Perdi minha amiga Alyson, morta em 1971 em Kent State, quando tinha 19 anos. Perdi diversos e preciosos gurus iluminados e instrutores dos quais eu me sentia próximo. A lista me parece interminável. Recentemente eu estava trabalhando em um livro e perdi minha linda sheep dog branca Chandi, que adoeceu e morreu. Perdi energia, tempo, memória, paciência e a rapidez mental da juventude. Perdi inocência, oportunidades e ingenuidade, junto com a virgindade, muito tempo atrás. Perdi amigos, familiares, vizinhos – vizinhos queridos. Perdi a boa forma do atleta adolescente que fui. Perdi apartamentos, casas, empregos e namoradas. Perdi trens, aviões, ônibus e, sim, pessoas. Perdi velhos álbuns de fotos, livros favoritos, relógios, anéis, roupas, chaves, números de telefone e uma bicicleta de três marchas roubada. Perdi a meta do meu propósito diversas vezes. Felizmente, perdi também a certeza adolescente de que sabia mais do que todo o mundo. Também perdi a convicção de que a visão da contracultura da década de 1960 mudaria o mundo. Perdi o medo de assumir compromissos. Em alguma altura também perdi o medo de envelhecer. E perdi a crença absolutista de que existem soluções idealizadas para todos os problemas, e que escolhas perfeitas podem ser feitas.
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Sem dúvida, a maior perda foi a morte de meu pai. Já me perguntei muitas vezes porque isso me atingiu tanto. E a resposta é imediata: era o único pai que eu tinha, era o meu pai. Isso vai além de palavras e conceitos. Sinto falta dele de muitas formas, apesar de às vezes sentir que ele está comigo, e que ainda mora em Long Island, aposentado, enquanto passeio pelo mundo. Ele morreu há apenas seis anos, e talvez eu não tenha feito o processo do luto por tempo suficiente para realmente aceitar o fato de que partiu. Ele me deu tanta coisa que talvez seja por isso que acho que ainda está aqui. Deu-me o melhor de si, que permanece comigo.
Tive um bom pai. Nunca me senti órfão nem alguém que não conheceu o amor dos pais. O que quer que aconteça entre pais e filhos, ele passou pra mim. Estava sempre lá quando eu precisava, tanto que eu achava que seria pra sempre. Acho que a presença do meu pai agora é mais visível devido a sua ausência nos eventos familiares, como o dia de Ação de Graças, a Páscoa ou outros feriados e eventos como o dia em que minha filha nasceu. É então que o nosso pai tem que estar lá, dizem as leis do meu mundo pessoal. E ele não estava.
Muita coisa mudou em minha família quando meu pai morreu, especialmente para minha mãe, que fora “a mulher do Harold” durante 48 anos. (…) Foi realmente difícil para ela enfrentar a enorme e traumática mudança e perda. Isso reverbera em tudo o que minha mãe faz, de forma quase paralisante e assustadora. Como muitas viúvas e viúvos, ela luta contra a solidão. É difícil acostumar-se com a nova identidade, a forma pela qual é percebida pelos outros. Ela já me disse isso em várias ocasiões, com grande tristeza: “Jeffrey, não há mais ninguém vivo que me lembre quem eu era.”
O que aprendi com a morte de meu pai e as mudanças que essa morte representou? Aprendi o quanto ele era importante em minha vida, e como eu não reconhecia isso enquanto ele estava vivo, porque ele sempre estava “lá”. Era como seu um peixe ouvisse a palavra água, sem saber o que isso significa. (…) Amor significa estar perto. Ele me ensinou isso.
Para mim, o pior momento foi quando puseram seu corpo no túmulo. Foi uma dor visceral, senti a perda em nível celular. Ele fora levado embora. Aprendi naquele momento que tinha sentimentos poderosos que nunca realmente apreciara. A experiência mostra que se você não enfrenta a mudança, perde a oportunidade de extrair, digerir e internalizar as lições que ela proporciona. (…)
QUAIS SÃO AS SUAS MAIORES PERDAS?”
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[Livro: DE AGORA EM DIANTE UMA PESSOA DIFERENTE : Lições de mudança, perda e transformação espiritual. ]